Paraty Vegana, o seu guia na terra da FLIP!

Neste artigo você vai encontrar algumas dicas sobre a Paraty, tentamos fazer um Guia Paraty Vegana, com ênfase em opções vegetarianas e veganas da cidade.

Depois de alguns dias em Ilhabela, relembre aqui em como foi nossa passagem por lá, chegamos à Paraty. Eu fui à Paraty em 2007, quando fiz meu primeiro curso de mergulho e de lá para cá só voltei graças ao convite de uma pessoa ilustre, uma super energia de nome Thiago Nadur, do Paraty Eco Hostel.

 

Paraty é muito famosa pela sua ruas de pedra que desde 1667 atraem visitantes. Por muito tempo ali passavam devido às grandes exportações de ouro que vinham das Minas Gerais. Hoje, os visitantes buscam a sua beleza ímpar com seus casarões conservados, linda das ruas de pedra, praias e também por atrações mundialmente conhecidas como a FLIP (Feira Literária de Paraty)  e o Bourbon Jazz Festival e agora quem sabe, comecem também a conhecer a cidade pelo 1º Festival Vegano de Paraty!

 

Chegamos mais uma vez de noite em Paraty, nossa rota foi por Ubatuba. Eu sugiro vocês a irem de dia se a opção for de carro, pois o acesso pela Rio – Santos é cheio de curvas e tem pouco estrutura como postos de gasolina depois de Ubatuba… além do que o visual é lindo demais para se viajar de dia.

O acesso à Paraty por ser feito pela Rio – Santos, de Ubatuba à Paraty são 60Km, por Cunha ( com 46Km que ligam as cidades) ou para quem vem do Rio são 250Km e de Angra dos Reis, são 96Km.

Em nossa TRIP por Paraty, que rolou em continuação da Ilhabela, ficamos 4 dias na cidade onde pudemos descobrir muita coisa boa para veganos e também uma questão que nos incomodou muito, a da exploração dos cavalos puxando carroças.

Agora todo rolê da família #Vegan4You vai ser com nosso #NoahVeganBaby pois queremos muito que ele comece a interagir com as pessoas boas que encontramos no caminho, que comece a ter uma idéia de como é o mundo que ele “irá receber”.

Onde ficamos

Ficamos em casa, literalmente. A menos de 2 meses ficamos sabendo de um hostel vegano em Paraty e alguns dias depois estava em nosso “direct” do nosso Instagram o convite para conhecermos o Paraty Eco Hostel.

Chegamos de noite e não foi difícil encontrar, mas claro, hoje o uso da tecnologia se faz necessário em muitas ocasiões mais em duas em especial; Quando se viaja de noite e quando se viaja com crianças. Recomendamos o Waze, para baixar clique aqui.

Mas vamos à nossa casa por 3 dias. O Paraty Eco Hostel é uma pequena propriedade, por isso nos sentimos em casa. São três quartos com uma opção de suite privativa e outros a compartilhar. Imagina você sai do quarto, dá aquela espreguiçada no corredor e pronto, a mesa do café da manhã já está pronta.

 

 

 

 

O ponto forte do Paraty Eco Hostel é a simpatia do anfitrião, Thiago Nadur, e sua gastronomia. O Chef Thiago é um verdadeiro mago, enquanto a conversa rola em um papo super descontraído, uma surpresa é preparada para os hóspedes que contratam o pacote com refeição. Fomos surpreendidos com a combinação simplicidade e sabor.

 

Defensor dos orgânicos, quase tudo ali é orgânico que vem de uma feira de produtor local ou de produtores da região de Cunha, principalmente algumas PANCs (plantas alimentícias não convencionais) o qual ele usa muito assim como os cogumelos.

No café da manhã, além das frutas, há algumas versões de pastinhas que pode ser um queijo vegetal caseiro, um hommus ou baba ganoush (pasta de berinjela assada), bolo (teve um de chocolate com abacaxi) ou uma tapioca, ou tofu mexido. Sempre tem pães preparados ali mesmo. Provamos deliciosos pães de açafrão, beterraba e um surpreendente “pão de urtiga”, isso mesmo, não sabia que urtiga era PANC. Outra delícia foi uma versão vegana de chocolate quente que merece um filme…

 

 

 

 

O Paraty Eco Hostel é restaurante também. Eles tem uma cozinha aberta ao público de segunda a segunda onde de segunda a sexta eles atendem com reserva feita um dia antes e no sábado e domingo, é só chegar. Se der sorte, ainda você pode assistir um show do Thiago, pois além de Chef ele é ainda é músico.. como ele mesmo diz, …”ENERGIA BOA É BOM!”.

 

 

As instalações do Paraty Eco Hostel simples mas acolhedoras, tudo que você precisa ao ficar em Paraty. Você também não precisa pagar pelo preço do centro ficando a menos de 1.5km dele, é uma agradável caminhada de menos de 20min até lá.

 

O que fizemos

O centro de Paraty sem dúvida é um lugar único. Calçadas de pedra não é novidade por aqui, há muitas cidades em Minas como São Thomé das Letras que tem pavimentação de pedra e outros pelo mundo como Colonia de Sacramento no Uruguai, mas só em Paraty ( que me corrijam seu estiver errado) a maré consegue entrar na cidade alagando algumas as ruas e fazendo sentido o centro das ruas e vielas serem mais baixo que as laterais e a entrada das casas.

Há muito o que ver no centro histórico de Paraty. Pelas ruas de pedra irregular, circulam, a pé – a entrada de veículos é proibida na maior parte daquela região, turistas do mundo inteiro, atraídos pela beleza da arquitetura típica do Brasil Colônia. As casas históricas viraram pousadas, restaurantes, lojas de artesanato e museus, em meio a apresentações de músicos populares e de estátuas vivas.

 

 

 

 

 

Além de camisetas e artesanato, há uma loja bem legal de sabonetes chamada Aromas do Paraíso… acho que é o maior destaque de produtos artesanais em Paraty. Esta lojinha chamou a atenção por suas essências. A primeira vista lembrava uma quitanda devido ao formato dos sabonetes e a essência da fruta correspondente, muito bom! Ficamos horas cheirando cada “fruta”e no final descobrimos que os sabonetes são veganos. A loja fica na Rua da Lapa, s/n.

 

 

A parte triste da história toda são os cavalos ali usados para transporte de pessoas (passeio) ou carga. Sabemos que os animais trabalham à exaustão, infelizmente nunca ouviremos que um animal está cansado, e ainda com um piso irregular eles sofrem mais, pois as carroças as vezes travam em uma pedra maior e o animal frequentemente tem que fazer mais força. Precisamos nos conscientizar e insistir que os animais não são entretenimento! Infelizmente a “Cidade histórica de Paraty, é tão antiga que ainda escraviza animais”. 

É nosso papel mudar esta realidade conscientizando pessoas de que os animais não devem ser explorados (em nenhum lugar do mundo) e que a cidade continuará linda sem os cavalos. A exploração animal é uma coisa tão ruim que o site Trip Advisor deixou de comercializar em seu portal ingressos de atrações que exploram animais, saiba mais aqui.

Apesar desta parte triste, Paraty ainda preserva muita coisa boa, são dezenas de praias, quilômetros de florestas, cachoeiras, ilhas e uma ONG de proteção animal chamada Viva Bicho Paraty e saiba como ajuda-los no fim deste artigo.

Bem pertinho do centro há duas praias populares, a do Canto e a do Jabaquara. Ambas de fácil acesso em com estruturas de quiosques. Estas prais são ideais para finalizar o dia tomando uma cerveja e comendo, talvez, uma porção de batatas fritas. De manhã, quando ainda há pouca gente na rua, ambas as praias são bons lugares para ver o nascer do sol, fazer uma caminhada (eu optei pela corrida), praticar meditação ou yoga.

 

Há uns 8km do centro há um atrativo muito famoso de Paraty, a cachoeira do Tobogã e poço do Tarzan onde muitos se atrevem a descer surfando. A cachoeira fica na parte final do roteiro conhecido como Estrada Real, que começa lá em Tiradentes. Vale a pena a visita, mas se você não curte local cheio com muito consumo de álcool, este não é o lugar. Para curtir mais tranquilo, a dica é ir fora de temporada ou durante a semana, como fizemos.

 

Outro lugar que vale a pena conhecer e até arrisco dizer que vale a pena pernoitar é Trindade. A vila de Trindade é um bairro de Paraty e fica a 24km do centro. Na vila há 6 praias, desde as mais calmas como a praia do meio como as mais agitadas e preferidas dos surfistas, como a Brava. Acabamos conhecendo também, a praia e piscina do Cachadaço.

 

O legal de Trindade é desacelerar, largue o carro, escolha uma praia leia um livro, contemple a natureza, tome uma cerveja ou se não quiser, use o celular em paz. Bom, nós optamos por caminhar. Fizemos uma trilha auto guiada saindo da vila até a piscina do Cachadaço. Foi uma pequena aventura com nosso bebê. Tiveram poucos momentos de exposição, mas no restante a trilha é bem tranquila. Entre ida e volta foram menos de 2h andando. O ideal, para bebês é estarem conectados aos adultos através de um “canguru” como os da Portbaby ou sling. Não esquecer de levar protetor solar e chapéu, pois durante a caminhada na praia do Cachadaço quase não há sombra. Opa, não esquecer do repelente que para o nosso bebê usamos da Nutripele, é vegan e segurou os borrachudos da Ilhabela, de nossa viagem anterior.

 

 

 

 

 

 

A conexão com a natureza é bastante marcante, é comum muitas placas sugerindo aos visitantes um bom comportamento no local. Com certeza as pessoas entram neste clima de integração com o lugar, pois lixo fora do seu lugar é quase zero e o som, só da natureza, pelo menos enquanto estivemos ali, na baixa temporada.

 

 

 

 

Delicias Veganas de Paraty

Comer bem e sem crueldade tem sido nossa especialidade, tudo começa com uma boa pesquisa e além disso, já se passaram 4 anos de veganismo, 2 anos à frente do BLOG do SPVeg que nos deu muita bagagem. Falando em pesquisa, você sabia que podemos fazer uma pesquisa para a sua viagem? Este é um dos nossos serviços, de consultoria, saiba mais aqui!

Onde Comemos

V até R$ 20 //  VV de 20 à R$ 40 // VVV R$ 40 à R$ 60 // VVVV R$ acima de R$ 60 por pessoa

Confesso que achei que seria uma super desafio comer BOAS opções Veganas em Paraty, que seria somente no Paraty Eco Hostel, mas me enganei… melhor, me surpreendi. Uma aventura gastronômica vegana em Paraty deve ter na lista alguns lugares chave o qual descrevo abaixo.

Se vai com crianças, nem todos os restaurantes possuem cadeiras especiais, por isso levamos a nossa da Safety 1St. Ela se adapta a quase todas as cadeiras convencionais e é super compacta, você leva a tira colo.

No Paraty Eco Hostel o menu é sempre uma surpresa. O mais bacana é a otimização dos ingredientes disponível na cozinha e no mercado local, isso faz com que as experiências sejam únicas. As PANCs podem aparecer a qualquer momento, assim como cogumelos e grãos. Imagina uma versão vegana, com sabor do mar, de “postas de peixe” ou um “not dog” onde a base foi pequi! Nas refeições que fizemos por lá teve um jantar bacana com arroz integral, batata rústica ao alecrim, feijãozinho com tempero chique, abobrinha marinada com queijo cremoso vegetal e tomate seco. Rolou também uma pizza de queijo vegetal tomate seco, cúrcuma orgânica, cogumelo e palmito.

Preço médio: V

 

 

 

 

 

 

Divino Acarajé. Ao sairmos do centro histórico demos de cara com uma placa; “Moqueca Vegetariana” e como bom vegano, a pergunta; “O que vai nesta moqueca? Te caldo de peixe?”e a linda resposta, “é uma moqueca vegetariana (VEGANA) logo só vai vegetais”. Bom, voltamos lá para experimentar aquela deliciosa moqueca baiana que levava banana da terra, mandioquinha, batata doce, tomate, muito tempero e azeite de dendê. Para companhar uma deliciosa farofa de milho, arroz e uma pimenta no mínimo, saborosa!

Preço médio: V V

 

 

 

Istanbul Paraty. Falafel sempre é bom, não conheço um falafel o qual eu não tenha gostado, mas sei muito bem quais simplesmente foram inesquecíveis e este foi um deles. Este é um restaurante super tradicional gerenciado onde você ouve um português com sotaque. De segunda a sexta um prato diferente a cada dia, que tal um arroz indiano, lasanha de palmito, raízes assadas, feijão branco e salada? Mas claro, ir em um restaurante turco e não se deliciar com a culinária não tem graça, sugestão; Peça um TAPETE VOADOR que vem com hummus, babaganoush e tabule (nunca provei um igual) servido com salada, pão sírio e FALAFEL! Que tal pedir também um Kebab de shitake? Estes dois pratos são uma bela refeição que daria para 3 pessoas, não ogras veganas, tranquilamente.

Preço médio: V V

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Beco da Fruta.  Infelizmente não conhecemos estes restaurante, por algum motivo especial no sábado em que fomos lá ele não estava aberto, então peguei algumas informações da página deles no Facebook para compartilhar com vocês. O cardápio é lactovegetariano e com muitas opções veganas. Há sempre o prato do dia, mas pode-se optar por outros do cardápio, bastando consultar os garçons. No Beco da Fruta, toda a preparação dos pratos pode ser admirada ao vivo num ambiente muito acolhedor.

Preço médio: V V

 

 

 

 

A Cabana Restaurante. Se analisarmos as ofertas de Trindade é muito fácil um vegano comer lá, mas achamos uma proposta que nos atende muito bem, pois no restaurante há um prato vegetariano no menu. A vantagem é que você não tira nada como em outros restaurantes, pois no A Cabana eles oferecem além do trivial arroz, feijão e salada, um mix de legumes refogados, é bem gostoso!

 

 

 

 

SERVIÇO

Clima

Tem um clima tropical. Existe uma pluviosidade significativa ao longo do ano. Mesmo o mês mais seco ainda assim tem muita pluviosidade. A temperatura média anual em Paraty é 23.3 °C.

Quando ir

Para quem busca tranquilidade, recomendamos os meses de maio a agosto e fora dos feriados. Já para quem busca agito e não se importa com grande movimento nas ruas e nos restaurantes, os meses de verão são uma boa pedida e também nos feriados.

O que levar

Os principais itens são o repelente e protetor solar. Para os aventureiros, uma mochila pequena e bota de caminhada é super recomendável. Os demais são itens básicos de praia como roupa de banho, toalha, cooler (para água, suco ou cerveja, uma vez que nas praias mais distantes estes itens são mais caros).

Para quem vai com crianças e/ou bebês, também recomendamos levar cadeiras de alimentação portáteis como a nossa, da Safety 1St, mochilas de caminhada como as da Portbaby e o repelente da Nutripele.

 

Como Chegar

Automóvel

Para quem deseja sair de carro do Rio de Janeiro, a melhor rota é pela BR-101 (Rio – Santos), cujo percurso é feito pelo litoral e a vista é maravilhosa. Para os motoristas que vão por São Paulo, a BR-116, até Guaratinguetá, é uma boa opção. O trajeto final é pela BR-459. Para quem não está preocupado com horário de chegada, a alternativa mais interessante é a Rio-Santos, exatamente por apresentar belos cenários ainda na estrada. As alternativas para quem sai de São Paulo são muitas. Tudo depende do seu interesse, tempo e disposição para o trajeto.

Ônibus

Aos que vão de ônibus, uma boa rota é pelo Rio de Janeiro. Nos dois aeroportos da cidade (Galeão e Santos Dummont) há um ônibus executivo — chamado de frescão — que leva até a Rodoviária Novo Rio, onde é possível comprar a passagem para embarcar rumo a Paraty. Não é comum que os assentos se esgotem, mas se for alta temporada, vale comprar com alguns dias de antecedência. Quem opera o trecho do Rio de Janeiro para Paraty é a Viação Costa Verde. As viagens acontecem entre 5h e 21h e ônibus estão disponíveis durante todo o dia. O custo do trecho é de R$ 77,50 e a viagem tem duração média de 4h30. Para quem pretende sair de São Paulo, o trajeto tem duração de 6h, custo de R$ 58,44 e é operado pela Reunidas Paulista.  Fonte: Melhores Destinos.

Onde ficar

Paraty Eco Hostel – Rua Tangará, 1, Caborê,  Paraty – RJ / Tel (24) 99936 – 8102

Facebook @paratyecohostel

Instagram @paratyecohostel

 

Sobre a ONG Viva Bicho Paraty

A mais de 15 anos que a Lucia Helena Morais está a frente da Viva Bicho Paraty, que tem foco na castração adoção responsável de animais de rua. Nos últimos anos, desde que a campanha de castração foi iniciada, foram castrados mais de sete mil animais entre felinos e caninos e mais de 300 animais saíram das ruas e encontraram um lar.
Hoje a Lucia tem tutelados 60 animais ente gatos e cachorros onde ela cuida sozinha. “Eu conto com doação pouquíssima de alguns amigos e simpatizantes. Eu organizo feiras de adoção atendo toda Paraty, de quem precisa de ajuda..ou com orientação, as vezes levo remédios, ração, veterinários para atendimentos”, completa Lúcia.
No Facebook tem a página viva bicho onde ela divulga ações de conscientização.

Que ajudar a ONG Viva Bicho Paraty? Há algumas maneiras como ajudar com produtos e com dinheiro, as informações estão no perfil do Facebook, clique aqui. Outra ação bacana é através do Paraty Eco Hostel que doa parte da renda das refeições para a Viva Bicho Paraty, então vamos para Paraty, vamos para o Paraty Eco Hostel.

 

Por Elton Bastos – Consultor de viagens Vegan4you Viagens Conscientes e Editor do Blog SPVeg

 

Quem nos apoia:

 

E vocês, gostam de Paraty e região? Já conhecem este paraíso?

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